quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ODE À GRUA

ODE À GRUA

Grua, grua, tua crua beleza
havida sem herança cromossômica
eleva a Lua, toesa por toesa
aos ais da poesia poliatômica.

agônica magrela policrômica
és tromba de elefante levantino
dançando como dança quase cômica
a bailarina aos olhos do menino.

tu és um dinossauro redivivo
- Hércules ao saltar os Apeninos
tem de Atlas, pernas que abrem o oceano.

lança de aço no espaço já cativo
treliça que iça prédios nos seus pinos
tu curvas o Universo feito plano.

Marco Bastos





GRUA - UM EQUIPAMENTO QUE TODOS JÁ VIRAM No entanto poucos imaginam o quanto de tecnologia há nessa máquina espetacular que revolucionou a Engenharia das grandes construções. Ode aos engenheiros que se dedicam a criar a Poesia Concreta, à luz dos seus sonhos.

OBSERVAÇÃO: ESSA PUBLICAÇÃO NÃO É PROPAGANDA DOS EQUIPAMENTOS, DISTRIBUIDORES OU FABRICANTES. NÃO SE TRATA DE RECOMENDAÇÃO DE MARCAS E MODELOS. TEM FINS PURAMENTE CULTURAIS E DE INSTRUÇÃO. FOI ORIGINALMENTE PUBLICADA PARA RESPONDER PERGUNTAS E ESCLARECER ALGUMAS DÚVIDAS DOS MEUS ALUNOS  DA ESCOLA POLITÉCNICA DA UFBA.
OS VÍDEOS ESTÃO NO YOUTUBE PARA O PÚBLICO.

domingo, 13 de janeiro de 2013

DEZ TROVINHAS DE DOMINGO


I

já faz tempo, tempo tanto
a poesia vem no vento 
vem chegando como encanto
 flor descalça flor rebento.

 II

 bela flor na bela trova.
 voa voa Demoiselle.
 borboleta, lua-nova
 e poesia sobre a pele.

III

muito boa sua trovinha
e o ventinho no quintal
é de uva a sua vinha
o meu vinho vendaval.

IV

Coloquei o amor no céu
 e de lá geme e claudica
 tem na terra amor e fel
 no amor que passa_e_fica.

V

devi di sê u calô forte
di mexê nem mexe foia.
nariz tupiu, eita sorte
só resolveu saca-roia.

VI

eu que tanto trovo quanto
escrevo em tinta azul
pra quem veste rosa-encanto
vai blue-blue no vento-sul.

VII

as mãos em tua cintura
teus passinhos peneirando  
meu benzinho que quentura
- tu voaste estou voando...

VIII

duas trovas no domingo
e nas duas abro o peito.
nessa voo qual flamingo
e na outra por seu jeito.

IX

uma trova bem nos trilhos
luz e som, e toda certa.
vem de ti em brilho e brilhos
- vem de bonde, mais liberta.

X

é você, meu bem-querer
faça chuva, faça sol
quando venho pra te ver
gira aqui um girassol.

Marco Bastos